sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O Sol, as Nuvens e as Estrelas

O SOL, AS NUVENS E AS ESTRELAS
By Caroline Sedgwick

Era uma vez, numa terra muito, muito longínqua, um país onde estava sempre chovendo, chovendo e chovendo; com chuvas torrenciais todo o dia, todos os dias, durante anos e anos. E ali, vivia um menino pequenino, numa casinha na montanha, com o seu papai e o seu cãozinho.

Tinha nove anos, e todos os dias da sua vida tinha chovido e chovido durante todo o dia e toda a noite.

Podes imaginar como é estar sempre a chover e sempre úmido?

As pessoas estavam sempre a dizer-lhe que, antes de ele nascer, tinha havido uma coisa estranha que se chamava Sol. O sol era uma coisa grande, redonda e amarela, que dava calor e luz solar a tudo e a todos. E tinha sempre um sorriso na sua cara grande, redonda e amarela. Ao ver esse sorriso no sol, as pessoas olhavam para ele e devolviam-lhe o sorriso.

O menino pequenino não podia imaginar na sua mente a idéia de uma coisa grande, redonda, amarela e sorridente. E não podia acreditar que as pessoas pudessem olhá-lo e sorrir, porque na sua aldeizinha ninguém sorria, todos pareciam muito tristes.

Um dia, as pessoas começaram a comentar que os céus pareciam um pouco mais claros. Ainda estava chovendo e as negras nuvens ainda estavam pairando no céu, mas era verdade que parecia mais claro.

No dia seguinte, as pessoas começaram a comentar mais que esse dia, estava chovendo menos.

No dia seguinte, só choveu metade do dia.

No outro, só houve uns poucos chuviscos, e as janelas gotejavam de vez em quando.

E no outro, deixou de chover; no seguinte, todas as nuvens eram de cor branca. Um dia mais e apareceram pedaços de céu azul.

De repente, não havia nem uma nuvem e uma coisa grande, redonda e amarela estava pairando no céu, dando calor e luz a todos.

E as pessoas olhavam para cima e sorriam ao vê-lo, porque tinha um enorme e radiante sorriso.

E o menino pequeno sentou-se na sua cama e viu, através da janela, uma coisa de que só tinha ouvido falar em histórias que podiam ser contos. Uma coisa grande, redonda e amarela no céu com um grande sorriso na sua cara. Isto deve ser o sol! Disse o menino, devolvendo-lhe o sorriso. E corre pelas ruas, vendo que todo o mundo estava sorrindo.

E agora…
DORMIR!
...

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Lenda do Muiraquitã


1. Lenda do Muiraquitã

A lenda do Muiraquitã é considerada um verdadeiro amuleto da sorte, que consiste num sapinho feito de pedra ou argila, geralmente é de cor verde, pois era  confeccionado em jade. Os indígenas contam a seguinte lenda: que estes batráquios, eram confeccionados pelas índias que habitavam as margens do rio Amazonas. As belas índias nas noites de luar em que clareava a terra se dirigiam a um lago mais próximo e mergulhavam em suas águas retirando do fundo do lago bonitas pedras que modelavam rapidamente e ofereciam aos seus amados, como um verdadeiro talismã que pendurado ao pescoço levavam para caça, acreditando que traria boa sorte e felicidade ao guerreiro. Conta à lenda que até nos dias de hoje muitas pessoas acreditam que o Muiraquitã trás felicidade é considerado um amuleto de sorte para quem o possui.

O Muiraquitã apresenta também outras formas de animais, como jacaré, tartaruga, onça, mas é na forma de sapo a mais procurada e representada por ser a lenda mais original.


2. Lenda do Muiraquitã

Lenda do Muiraquitã, o sapinho verde da sorte. Muiraquitã é considerada amuleto da sorte feito de pedra ou argila, em formas de animais, principalmente como sapinho verde.

A lenda diz que na tribo das ICAMIABAS, as mulheres guerreiras que não tinham marido e não deixavam ninguém se aproximar de sua taba. Manejavam o arco e a flecha com uma perícia extraordinária. A lua, as protegia. Uma vez por ano as guerreiras recebiam em sua taba os guerreiros Guacaris, como se fossem seus maridos. Se nascesse uma criança masculina era entregue aos guerreiros para criá-los, mais se fosse uma menina ficavam com elas. Em um dia especial, pouco antes da meia – noite, quando a lua estava quase a pino, dirigiam-se em procissão para o lago, levando nos ombros potes cheios de perfumes que derramavam na água para o banho purificador.

À meia noite mergulhavam no lago e traziam um barro verde, dando formas variadas de animais, como sapo, peixe, tartaruga e outros. As guerreiras ofereciam os amuletos aos guerreiros Guacaris, que traziam pendurados em seu pescoço para dar sorte. Portanto o sapinho verde é considerado como um verdadeiro amuleto de sorte, e traz felicidades a quem o possui.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Fábula: O leão e inseto

Autor: Esopo [1]
Não existe Superioridade, apenas uma aparente Vantagem
o Leão e o Inseto
Nem sempre nosso maior problema é o mais importante

























Um inseto se aproximou de um Leão e disse sussurrando em seu ouvido:"Não tenho nenhum medo do Senhor, nem acho que o Senhor seja mais forte que eu. Se o Senhor duvida disso, eu o desafio para uma luta, e assim, veremos quem será o vencedor."
E voando rapidamente sobre o Leão, deu-lhe uma ferroada no nariz. Assim, o Leão, tentando pegá-lo com as garras, apenas atingia a si mesmo, ficando assim bastante ferido, e por fim, deu-se por vencido.
Desse modo o Inseto venceu o Leão, e entoando o mais alto que podia uma canção que simbolizava sua vitória sobre o Rei dos animais, foi embora cheio de orgulho, com ares de superioridade, relatar seu grande feito para o mundo.
Mas, na ânsia de voar para longe e rapidamente espalhar a notícia, acabou preso numa teia de aranha.
Então se lamentou Dizendo: "Ai de mim, eu que sou capaz de vencer a maior das feras, fui vencido por uma simples Aranha."
Moral da História:
Quase sempre, Não é o maior dos nossos inimigos que é o mais perigoso.

domingo, 9 de setembro de 2012

O amuleto

Um granjeiro pediu certa vez a um sábio, que o ajudasse a melhorar sua granja, que tinha baixo rendimento. O sábio escreveu algo em um pedaço de papel e colocou em uma caixa, que fechou e entregou ao granjeiro, dizendo:
"Leva esta caixa para todos os lados da sua granja, três vezes ao dia, durante um ano."
Assim fez o granjeiro. Pela manhã,ao ir ao campo segurando a caixa, encontrou um empregado dormindo, quando deveria estar trabalhando. Acordou-o e chamou sua atenção. Ao meio dia, quando foi ao estábulo, encontrou o gado sujo e os cavalos sem alimentar. E à noite, indo à cozinha com a caixa, deu-se conta de que o cozinheiro estava desperdiçando os gêneros.
A partir daí, todos os dias ao percorrer sua granja, de um lado para outro, com seu amuleto, encontrava coisas que deveriam ser corrigidas.
Ao final do ano, voltou a encontrar o sábio e lhe disse :
"Deixa esta caixa comigo por mais um ano, minha granja melhorou o rendimento desde que estou com o amuleto.
O sábio riu e, abrindo a caixa disse:
"Podes ter este amuleto pelo resto da sua vida."
No papel havia escrito a seguinte frase:
"Se queres que as coisas melhorem deves acompanhá-las constantemente".
Parábola árabe

domingo, 2 de setembro de 2012

Os doze irmãos


 Irmãos Grimm

Numa floresta longínqua, viviam uma viúva e duas raparigas. Uma era a sua filha, Holena, e a outra era a sua enteada, Marusha.
Holena era feia e mimada, enquanto Marusha era bonita e tinha de desempenhar as tarefas todas. Era ela quem ia ao poço, todas as madrugadas, buscar água, quem esfregava e cozinhava, e quem fiava e tecia até ao anoitecer. À medida que as raparigas iam ficando mais velhas, a reputação de Marusha como jovem bela e trabalhadora ia crescendo, enquanto a reputação de Holena como moça indolente aumentava. Em breve a viúva deu-se conta de que, a não ser que a enteada saísse de casa, ninguém iria casar com a preguiçosa Holena. Num dia de inverno rigoroso, a madrasta chamou Marusha e disse-lhe:
— A tua irmã quer violetas. Vai buscar-lhe algumas.
Era sua intenção que a enteada fosse devorada pelos lobos esfaimados que costumavam errar pela floresta.
— Mas onde vou eu encontrar violetas em pleno inverno? — exclamou Marusha, enquanto a empurravam para fora de casa, envergando ela apenas um fino vestido.
A tremer, devido ao vento agreste do norte, Marusha caminhou até ao cair da noite, cheia de medo do uivar dos lobos, que pareciam aproximar-se cada vez mais. Estava quase a desistir da busca, a deitar-se na neve e a adormecer para sempre, quando se apercebeu do cintilar de uma luz no cimo da colina. Então, cambaleou até à luz acolhedora na esperança de encontrar abrigo.
Contudo, quando Marusha atingiu o cume da encosta, recuou espantada. A cena com que deparou era diferente de tudo o que presenciara até então, e parecia uma história dos tempos antigos.
Diante dela ardia uma enorme fogueira. À volta, sentados em silêncio num círculo de doze pedras, doze homens fitavam-na. Também eles não se pareciam com nenhum homem que Marusha vira antes. Três eram idosos, com longas barbas brancas, e vestiam de azul-escuro. Os três vestidos de púrpura eram de meia-idade e outros três vestiam de escarlate. Os três mais jovens vestiam de branco e verde. Na pedra maior de todas, estava sentado o mais velho de todos, com um bordão na mão.
Marusha fez-lhe uma vénia respeitosa e pediu:
— Por favor, senhor, será que posso aquecer-me junto da fogueira?
O velho respondeu numa voz grave:
— Quem és tu, minha filha, e porque caminhas pela floresta à hora a que os lobos vagueiam?
Marusha falou-lhe das violetas e o velho disse:
— Vieste ter ao lugar certo, pois somos os Doze Irmãos do ano. Eu sou Janeiro, chefe de todos os outros. Não posso dar-te violetas, mas o meu irmão Março pode.
O velho Janeiro levantou-se e cedeu o lugar a um dos jovens de branco e verde. Mal este se sentou no lugar do chefe, a neve em torno deles derreteu. Despontaram, então, árvores e violetas.
— Depressa, leva-as contigo! — ordenou o jovem Março, com uma voz tão penetrante como o vento.
A rapariga colheu as violetas e, depois de lhe agradecer, correu de volta para casa.
A viúva olhou incrédula, para as flores de cor púrpura que a enteada trazia nas mãos.
— Onde encontraste violetas em Janeiro? — quis saber.
— Acolá, na colina — respondeu a rapariga.
Uns dias mais tarde, a viúva tentou um novo estratagema. Desta vez disse:
— A tua meia-irmã precisa de morangos. Vai e não voltes sem eles!
E empurrou Marusha para fora de casa, sem que esta tivesse os sapatos calçados. A madrasta achava que, apesar de ter sido possível encontrar algumas violetas por entre a neve, não haveria decerto morangos nenhuns.
E a rapariga regressou para junto das figuras silenciosas que circundavam a fogueira na colina. Os Doze Irmãos escutaram em silêncio o seu pedido e, de novo, o velho Janeiro pediu a um irmão mais jovem que tomasse o seu lugar. Logo que Junho, vestido de escarlate, se sentou no lugar do chefe, espalhou-se pela colina um Verão glorioso. As abelhas começaram a zumbirem torno das flores brancas dos morangueiros, que logo desabrocharam e originaram frutos maduros.
— Leva os que quiseres — disse Junho, soltando uma gargalhada alegre.
Marusha colheu os frutos e agradeceu a Junho a sua bondade. Quando regressou a casa, deu os morangos a Holena, que os comeu avidamente.
— E, já agora, onde encontraste estes? — perguntou a viúva, com o olhar desconfiado.
— Sob as árvores do abrigo da montanha — foi tudo o que Marusha lhe respondeu.
Alguns dias mais tarde, Holena pediu maçãs à mãe, que enviou a enteada em busca delas, sem sequer um lenço para proteger-lhe a cabeça. O vento soprava ainda mais fortemente e a neve estava cheia de cristais de gelo. À medida que caminhava com custo, Marusha tentava não prestar atenção aos olhos brilhantes dos lobos por entre as árvores escuras. Quando chegou ao topo da colina, pela terceira vez, pediu de novo ajuda aos Doze Irmãos. E, de novo, Janeiro cedeu o seu lugar, desta vez ao magnífico Setembro, vestido de púrpura. De repente, ei-los rodeados pelo Outono. As folhas ficaram de cor laranja, amarela e vermelha, e uma macieira carregou-se de frutos.
— Abana-a, minha filha — encorajou-a Setembro, com um sorriso doce e uma voz madura.
Marusha abanou a árvore e caíram duas maçãs perfeitas. Depois de agradecer a Setembro a sua amabilidade, a rapariga levou as maçãs para casa. Holena engoliu as maçãs num ápice e pediu mais, pois tinha as achado ainda mais deliciosas do que os morangos. Enquanto a viúva pensava em novas formas de se livrar da enteada, Holena pediu à mãe:
— Mãe, empresta-me o teu melhor casaco de pele e as tuas luvas. Tenho a certeza de que a Marusha guarda a maior parte da fruta para ela e quero ir procurar o seu esconderijo.
Depois de muito protestar, a viúva acabou por aceder ao desejo da filha. Holena embrulhou-se no casaco de pele com capuz e saiu de casa. A arfar, e com o nariz vermelho do frio, atingiu, por fim, o topo da colina. Sem sequer cumprimentar os Doze Irmãos, ou pedir-lhes permissão, aproximou-se da fogueira para se aquecer.
O velho Janeiro perguntou:
— Quem és tu, minha filha, e o que queres de nós?
Holena sacudiu a cabeça e respondeu:
— O que eu quero não é da tua conta, velho tonto!
Janeiro, com a barba branca cheia de gelo, levantou-se, zangado, e lançou um grito que mais parecia o prolongamento dos ventos sibilantes do inverno. Holena caiu de costas, aterrorizada. Mal o velho volteou o seu bordão em torno da cabeça da rapariga, começaram a cair enormes flocos de neve. Holena fugiu do círculo de pedras e foi em busca do lugar de onde viera. Mas os flocos tinham coberto as suas pegadas e ela não conseguia encontrar o caminho. Enquanto fugia da raiva do velho, a neve ia-se acumulando em seu redor. Acabou por cair num buraco fundo, que a soterrou.
Em casa, a viúva aguardava cada vez mais ansiosa, o regresso da filha. Vestiu o seu segundo melhor casaco de pele, calçou as segundas melhores luvas, e foi em busca de Holena. Como a fúria de Janeiro ainda não tinha abrandado, a tempestade de neve durou a noite inteira e nunca mais ninguém viu a viúva ou a filha.
Marusha continuou a ser diligente: fez o jantar, deu de comer à vaca e encheu o fuso de linha. Quando a madrasta e a meia-irmã não voltaram à noite, foi à janela ver o tempo: a neve tinha cessado e as estrelas cintilavam no céu limpo, no silêncio da noite. Curiosamente, não sentia medo ou solidão, porque sabia que os Doze Irmãos tomavam conta do ano.
Viveu sempre com as bênçãos deles no seu coração e, quando se casou e foi mãe, ensinou os filhos a ver cada mês como um tio, com diferentes prendas para oferecer, e a agradecer sempre as graças próprias de cada estação do ano.

Caitlín Matthews; Helen Cann
Fireside Stories
Bath, BarefootBooks, 2007
(Tradução e adaptação)

***
Em tempos idos, pensava-se que cada um dos Doze Dias de Natal, de 26 de Dezembro a 6 de Janeiro, funcionava como um prenúncio do que os doze meses do ano seguinte viriam a ser. As pessoas analisavam o tempo meteorológico desses doze dias e faziam previsões, jogos, trocavam histórias, e divertiam-se, com o intuito de que o novo ano fosse benéfico.
Esta história da República Checa recorda-nos que cada mês do ano é especial, e que o conjunto dos doze meses formam o círculo, ou ano. A mudança das estações reflete o ciclo da existência humana, começando pelo início da vida (solstício de inverno), e passando pela infância (primavera), a idade adulta (verão), a maturidade (outono), a velhice e a morte (de novo o inverno).
O destino das duas irmãs da história recorda-nos também que uma vida que respeita a Natureza contém as suas próprias recompensas, enquanto uma vida que a desrespeita pode acarretar consequências desastrosas. 
***


domingo, 9 de outubro de 2011

O velho, o menino e o burro

Um velho e um menino seguiam pela estrada montados num burro. Pelo caminho, as pessoas com as quais cruzavam diziam:
Que crueldade a desses dois! Querem matar o burro!
O velho, impressionadíssimo com os comentários, mandou o menino descer. Mais adiante, outras pessoas, observando a cena, diziam:
Que velho malvado, refestelado no burro, e o menino, coitado, andando a pé!
O velho, então, desceu do burro e mandou o menino montar. Daí a pouco, outras pessoas, vendo a cena, comentaram:
Onde já se viu coisa igual? Um menino cheio de vida, montado no burro, e o velho a caminhar pela estrada!
Depois dessa, o velho não teve dúvidas. Mandou o menino descer e ambos, com esforço, passaram a carregar o burro.
Está claro que os comentários não se fizeram demorar, e desta vez seguidos de gargalhadas. Evidentemente, todo o mundo estranhava os dois carregarem o burro.
La Fontaine

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O Urso e o Ateu

Um ateu estava passeando em um bosque, admirando tudo o que aquele "acidente da evolução" havia criado. - Mas que árvores majestosas! Que poderosos rios! Que belos animais! - ia ele dizendo a ele mesmo. Na medida em que caminhava ao longo do rio, ouviu um ruído nos arbustos atrás de si. Ele virou-se para olhar. Foi então que viu um corpulento urso pardo caminhando na sua direção. Ele disparou a correr o mais rápido que podia. Olhou por cima do ombro e reparou que o urso estava muito próximo.
Ele aumentou a velocidade. Era tanto o seu medo que as lágrimas lhe vieram aos olhos. Olhou de novo por cima do ombro e o urso estava mais perto ainda. O seu coração batia freneticamente. Tentou imprimir maior velocidade. Foi então que tropeçou e caiu desamparado. Rolou no chão rapidamente e tentou levantar-se. Só que o urso já estava em cima dele, procurando prende-lo com uma das patas e tentando agredi-lo ferozmente com a outra.
Nesse exato momento o ateu exclamou: "Oh, meu Deus!..." O tempo parou. O urso ficou sem ação. O bosque mergulhou em silêncio. Até o rio parou de correr.
Uma luz clara começou a brilhar, enquanto uma voz vinda do céu dizia: "Tu negaste a minha existência durante todos esses anos. Ensinaste a muita gente que eu não existia e reduziste a minha criação a um "acidente cósmico". Esperas que eu te ajude a sair desse apuro? Devo eu esperar que tenhas Fé em mim? "
O ateu olhou diretamente para a luz e disse: "Seria hipocrisia de minha parte pedir que, de repente, me passes a tratar como um cristão. Mas, talvez, poderias transformar o urso em um cristão?!" "Muito bem", disse a voz, "farei o que pedes". A luz foi embora. O rio voltou a correr. Os sons da floresta voltaram.
E, então, o urso recolheu as garras, fez uma pausa, se ajoelhou, abaixou a cabeça e falou: "Senhor, agradeço humildemente por esse alimento que me deste e que vou comer agora. Amém”.
...
Muitas pessoas só se lembram de Jesus no momento da aflição e mesmo assim acham que podem enganar a Deus pensando que são mais espertas, na verdade não querem nada com Deus, só querem as bênçãos e depois pulam fora. Pois é, esse acabou por ser devorado, normalmente são devoradas pelo próprio ego, caindo nas próprias armadilhas, mas o milagre aconteceu, o urso tornou-se cristão...

sábado, 23 de abril de 2011

Fábulas

Só fábulas (clique) e veja...

quinta-feira, 10 de março de 2011

Lenda da Cobra Branca

A lenda da Serpente Branca é originária da China.

O Lago Oeste se localiza em Hangzhou, no Leste da China. Trata-se de uma área famosa por suas belas paisagens.
Na qualidade de pérola da capital da província de Zhejiang, o lago Oeste tem as montanhas em três direcções. Nas águas ondulantes, estendem-se dois diques baptizados com os nomes de dois grandes poetas da antiguidade chinesa: Su Dongpo e Bai Juyi. Muitos poetas descreveram a beleza do Lago em seus versos.
O lago Oeste também é envolto em numerosas lendas ou histórias. A lenda da Serpente Branca é uma das mais famosas.
Consta que os espíritos de duas serpentes resolveram transformar-se em jovens donzelas Bai Suzhen e Xiao Qing e viajarem ao lago Oeste de Huangzhou. Na ponte quebrada, Bai Suzhen descobriu um jovem intelectual (Xu Xian) e tornou-se sua namorada. Para ajudar Bai, Xiao Qing fez um conjuro às escondidas e provocou uma chuva torrencial.
Xu Xian ia tomar o barco e encontrou Bai Suzhen e Xiao Qing todas molhadas pela chuva e emprestou-lhe o guarda-chuva. Suzhen e Xu Xian sentiram uma forte atracção um pelo outro e sob a ajuda de Xiao Qing, se casaram logo depois.
O sacerdote do Templo Jinshan, Fa Hai, considerou Suzhen um espírito vicioso e ensinou Xu Xian um método para descobrir a verdade. Este ficou meio convencido e meio reticente.
No dia da Festa do Barco-Dragão, Xu Xian fez Suzhen tomar uma taça de vinho e esta se transformou novamente numa serpente. Chocado, Xu Xian morreu de susto. Para salvar o marido, Suzhen foi à montanha Kunlun e roubou um elixir mágico, depois de enfrentar o guarda do elixir. Xu Xian voltou à consciência.
Fa Hai continuou induzindo Xu Xian a abandonar Suzhen e obrigou-o a tornar-se um monge no Templo Jinshan. Ao perceber o desaparecimento do marido, Suzhen e Xiao Qing foram ao Templo e pediram a Fa Hai que libertasse Xu Xian. O sacerdote recusou o pedido.
Enfurecidas, Suzhen e Xiao Qing trouxeram magicamente os soldados das profundezas e fizeram com que as chuvas torrenciais inundassem a região, bloqueando o Templo Jinshan. Fa Hai e Suzhen lançaram-se numa luta feroz. Mas, Suzhen, grávida, foi derrotada e retirou-se para a Ponte Quebrada, onde deu a luz um bebé. Xu Xian se arrependeu em ter abandonado Suzhen e saiu do Templo em busca da esposa. Ao encontrar Suzhen na Ponte Quebrada, Xu Xian pediu-lhe perdão. Su Zhen ficou tão comovida que dissuadiu Xiao Qing de matar Xu Xian.
Fa Hai chegou perseguindo Xu Xian e reprimiu Suzhen debaixo da Torre Leifeng e ordenou que Suzhen voltasse ao mundo humano apenas quando o lago Oeste secasse e a Torre Leifeng caísse.
Muitos anos depois, Xiao Qing virou uma imortal através da cultivação mental, voltou ao lago Oeste, derrotou Fa Hai, absorveu todas as águas do lago, derrubou a Torre Leifeng e salvou finalmente Suzhen.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

O Cervo, o Manancial e o Leão


Agoniado pela sede, chegou um cervo a um manancial. Depois de beber, viu seu reflexo na água. Ao contemplar seus belos chifres, sentiu-se orgulhoso, porém ficou descontente por suas pernas serem fracas e finas. Enquanto assim pensava, apareceu um leão que começou a persegui-lo. Começou a correr e tomou grande distância, porque a força dos cervos está em suas pernas, e a do leão em seu coração. Enquanto corria, o cervo guardou a distância que o salvava; mas, ao entrar num bosque, seus chifres se engancharam nos ramos e, não podendo escapar, foi alcançado pelo leão.

A ponto de morrer, exclamou para si mesmo:

- Infeliz! Meus pés, que pensava me trairiam, foram os que me salvaram e meus chifres, nos quais colocava toda minha confiança, são os que me perdem.

Muitas vezes, a quem cremos mais indiferentes, são aqueles que nos dão a mão, enquanto os que nos adulam, quando precisamos, desaparecem.

(NR: Manancial: nascente de água; fonte abundante)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Lenda da Fonte de Pedra


Lenda da Fonte da Pedra
(Alvoco da Serra)



Reza a História que, quando Herodes perseguiu São José, Nossa Senhora e o Menino Jesus, eles fugiram para o Egipto. No seu percurso, passaram pela Serra da Avoaça e N. Senhora quis descansar porque estava muito cansada. Todos tinham sede mas não se via nenhuma nascente por perto. S. José vendo uma pedra ao pé deles, virou-se para o burro e ordenou:
- Dá um coice na pedra!
O burro obedeceu mas a pedra não fugiu!
S. José ordenou novamente:
- Dá um coice na pedra!
O burro obedeceu e desta vez a pedra gemeu!
S. José ordenou pela terceira vez:
- Dá um coice na pedra!
O burro obedeceu e a pedra chorou!
E desta forma puderam os três matar a sede. A partir daí, a nascente passou a chamar-se Fonte da Pedra e possui propriedades terapêuticas; nomeadamente, a água cura os cravos, isto é, as verrugas das mãos. Ainda lá estão as três marcas na pedra:
A primeira está seca (não fugiu).
A segunda deita um fio de água (gemeu).
A terceira é a nascente (chorou).
Enquanto descansavam, Nossa Senhora resolveu estender a toalha sobre uma pedra para comerem algo, que a fome apertava. Pois desde então nunca mais o musgo cresceu nessa pedra, como ainda hoje se pode comprovar!
Porém , chegou a hora de continuarem a viagem e arrumaram tudo. Quando começaram a andar, Nossa Senhora prendeu o manto no mato que crescia na zona e rasgou-o. Como castigo de tal atitude, decidiu que nunca o mato cresceria, seria sempre pequeno. E assim é, visto que ainda hoje se diz que o mato é como o da Fonte da Pedra, quando se pretende explicar que é de pequena estatura.
Tinha a Sagrada Família retomado a sua marcha, quando chegaram a um terreno onde várias pessoas semeavam a terra. E pergunta S. José:
- Então que semeais aqui?
- Semeamos pão (leia-se centeio)!
- Pois voltai amanhã, que pão colhereis!!
E assim aconteceu: no dia seguinte, as pessoas voltaram e encontraram o terreno repleto de centeio maduro, pronto para a ceifa. Mais à frente, Nossa Senhora e S. José encontraram outro grupo de pessoas que semeavam igualmente um terreno. E, de igual forma, pergunta S. José:
-Então, que semeais vós aqui?
Sendo estas pessoas de má índole, responderam:
- Semeamos pedras!
- Pois voltai amanhã, que pedras colhereis!
E no dia seguinte, quando as pessoas tornaram ao terreno, encontraram-no cheio de pedregulhos. Diz-se que foi na Pedriça de Unhais, onde ainda se podem ver as pedras.
Entretanto, o rei Herodes não se conformou com a fuga da Sagrada Família e mandou soldados no seu encalço. Estes seguiram o mesmo percurso da Fonte da Pedra e chegaram ao local onde o primeiro grupo de homens ceifava o terreno de centeio. Os soldados resolveram informar-se e perguntaram às pessoas:
- Viram passar um homem a conduzir um burro, onde ia uma mulher com um menino ao colo?
- Vimos, sim senhor! - responderam os ceifeiros. - Passaram aqui quando estavámos a semear este terreno!
Ao ouvir tal, exclamaram os soldados:
- Oh! Estavam a semear?! Então já passaraam há muito tempo! Já não os vamos conseguir apanhar!
E voltaram para trás, desistindo da perseguição.
...

domingo, 26 de setembro de 2010

Lenda: Icamiabas

Guerreiras Amazonas - A Lenda das Icamiabas
Lenda tradicional da Amazônia - Recontada por Esperança Alves


"Conta a lenda que, há muito tempo , na Floresta Amazônica, existiu uma tribo indígena da grande nação “Tupi”, constituída unicamente de belas mulheres, livres e independentes, sem maridos, excelentes arqueiras e bravas guerreiras na defesa de sua gente, da floresta e de suas riquezas: as “Icamiabas “ .

Em noites de lua cheia, as “ Icamiabas” faziam uma cerimônia sagrada para a Deusa “ Iacy” , a mãe-lua, no lago “ Iacy-uaruá” , que quer dizer "Espelho da Lua". Para esse ritual sagrado eram convidados os indígenas “Guacaris”, vizinhos e amantes das belas guerreiras. Próximo à meia-noite, caminhavam, em procissão, pelas matas amazônicas, trazendo aos ombros potes cheios de perfumes - ervas e raízes cheirosas - que eram, então, despejados no lago, purificando-o e tornando-o sagrado para a cerimônia em honra de ” Iacy.”

Após o ritual amoroso com os “guacaris”, sob as bençãos da deusa-lua, as amantes guerreiras mergulhavam nas águas purificadas do lago e buscavam no fundo um barro, com o qual moldavam um amuleto, " o muiraquitã ", em diversas formas: rãs, tartarugas, peixes entre outros. A mais famosa era em forma de rã, de cor verde, que era presenteada por cada amante ao seu amado, como amuleto de sorte, fertilidade e proteção da divindade lunar.

Diz a lenda que o fruto desse encontro amoroso, quando menino ficava sob proteção do pai; se menina fosse, seria educada pela mãe segundo as tradições ancestrais das “ Icamiabas”.

Saiba...

As Icamiabas foram chamadas de “Amazonas” , primeiramente pelo Frei Gaspar de Carvajal - cronista da épica viagem do espanhol Francisco de Orellana, que entraria para história como o primeiro contato da “civilização” com a Amazônia. O relato minucioso de Carvajal, do famoso encontro com as “Amazonas” – em 24/06/1542, suscitou o fascínio e o mistério junto aos viajantes e aventureiros europeus. As Icamiabas foram chamadas de “Amazonas” por analogia ao mito grego – Ásia Menor, de mesmo nome, muito conhecido na Europa, mas também com registros nas culturas pré-helênicas que viviam às margens do Mar Negro (Cítia) e ao norte da África.

O mito das Amazonas, segundo tese de Johann Jakob Bachofen, intitulada “O Matricarcado”, faz referência a uma das fases do poder político-sócio-religioso da mulher na história primitiva; as Amazonas, cujo nome deriva do grego “ amadzón” - “a” (não) e “madzós” (seio) – sacrificariam sua feminilidade mutilando um dos seios, não apenas para combater como um homem, em sua luta com o masculino pela independência, mas também para fortalecer a Grande Deusa grega da matrilinhagem, da abundância, da caça e dos animais: “Ártemis” , também conhecida como “Diana de Éfeso”, que em uma de suas muitas representações, foi esculpida com um manto cheio de seios, símbolos dos seios a ela sacrificados pelas Amazonas.

A fama das “Amazonas” da América do Sul, as Icamiabas, se espalhou pela Europa, para o que muito contribuiu a descoberta dos muiraquitãs em jadeíta, nas proximidades dos rios Nhamundá, Trombetas e Tapajós – afluentes do Baixo Amazonas, no início da colonização Amazônica, pelos portugueses.

A lenda deu origem ao nome da grande bacia da região, ao seu principal Rio, bem como a um dos Estados do Brasil - a região constou na cartografia européia dos séc. XVII e XVIII, com o nome de “País das Amazonas” ou “País das Pedras Verdes”, separadamente do “Brasil”, como é o caso do mapa de “Pieter van der AA/Século XVIII – Pays des Amazones”, publicado no livro Espelho Índio: A Formação da Alma Brasileira/ Roberto Gambini. – São Paulo: Axis Mundi/Terceiro Nome, 2000).

O “Muiraquitã” possui formas e cores variadas – peixes, sapos e tartarugas; em cores de azeitona, leitosa ou escura - sendo o mais famoso em forma de sapo/rã e de cor verde (jade). Atualmente, poucos são os exemplares existentes na região; Estão expostos nos grandes museus do mundo e fazem parte de coleções particulares. Os(as) amazônidas fazem uso do amuleto em forma de réplicas fabricadas pelos artesãos locais, em cerâmica e outros materiais.

domingo, 23 de maio de 2010

A Bela Adormecida

Era uma vez...

Um rei e uma rainha muito tristes porque não tinham filhos. Até que um dia nasceu uma linda princesinha que eles chamaram de Aurora.

No dia do batizado vieram três fadas madrinhas, Fauna, Flora e Primavera para dar-lhes os seus presentes.

Flora a presenteou com grande beleza e Fauna com uma maravilhosa voz para o canto. Mas antes que Primavera pudesse dizer qual era o seu presente, um furacão invadiu o palácio, e com ele entrou Malévola, a Bruxa do Mal.

Furiosa por não ter sido convidada para a festa. Malévola jogou na inocente criança uma terrível maldição:

_ No dia em que completar 16 anos, Aurora espetará o dedo no fuso de uma roca de fiar e morrerá.

Após pronunciar estas palavras horríveis, ela sumiu no ar. Por sorte, ainda faltava o presente de Primavera:

_ Minha magia não é tão forte quanto a de Malévola, por isso só posso tentar atenuar a maldição. Aurora não morrerá, mas entrará num sono profundo, do qual só vai despertar com um beijo de amor sincero.

A pequena princesa foi colocada sob a guarda das três fadas madrinhas, que a levaram para o bosque.

Os anos se passaram sem que ninguém soubesse onde estava a princesa, nem mesmo a bruxa malvada.

Passeando e cantando no bosque, a princesa encontra um jovem cavaleiro que andava ali por perto, Felipe. Os dois conversaram a tarde toda e se apaixonaram.
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Enquanto isso as fadinhas preparavam uma linda festa de aniversário. Como as coisas na cabana não davam certo, resolveram usar suas varinhas e tantas mágicas que fizeram, que o pó colorido escapou pela chaminé e chamou a atenção do corvo de Malévola.

Quando Aurora chegou na cabana, ficou muito feliz com a festa-surpresa e adorou o lindo vestido. Contou que estava apaixonada.

Quando souberam de tudo, ao invés de ficarem contentes as fadas ficaram tristes e então disseram toda a verdade para Aurora. Ela estaria, como princesa prometida para outro homem. A pobre princesa chorou muito e depois seguiram para o castelo de seu pai.

No castelo dos pais, Aurora ficou deslumbrada! Percorreu todas as alas e, numa delas, encontrou uma velha (a bruxa MALÉFICA disfarçada!) que estava a fiar numa roca, e lhe pediu ajuda. Aurora, boa como era, não foi capaz de dizer que não. Mas mal tocou na roca, picou-se, e caiu no chão profundamente adormecida.

Quando as três fadas, que já haviam regressado ao bosque, souberam do sucedido, resolveram encantar o castelo. Todos adormeceram nos lugares onde estavam, o rei, os músicos, os cortesão, os criados, até o bobo da corte e as aias e os cavaleiros! O tempo ali como que parou.

Desesperadas as fadas foram procurar Felipe. Contaram tudo a ele. Imediatamente pôs-se a caminho. Com o castelo cercado de espinhos, as fadas então presentearam Felipe com o Escudo da Verdade e com a Espada de Esperança.

A bruxa malvada transforma-se num enorme dragão. Felipe luta como pode. Quando tudo parecia perdido, Primavera veio ajudar Felipe e encantou mais uma vez a espada.

Quando ele a arremessou contra o coração do dragão, ela foi certeira e Malévola desapareceu para sempre. O príncipe correu para a torre onde estava Aurora e, beijando-a com amor, rompeu o encanto.

O feitiço desfez-se! Aurora acordou. E acordou o rei. E a rainha também. E acordou toda a corte. E a alegria voltou ao castelo, e fizeram-se grandes festejos, com música e danças por todo o lado.

E naquela noite, Aurora dançou com Felipe. Mais tarde casaram-se e viveram muito felizes.



domingo, 4 de abril de 2010

A Serpente e o Vaga lume


Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume.

Este, fugia rápido, com medo da feroz predadora, e a serpente nem pensava em desistir.

Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...

No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse a serpente:

- Posso lhe fazer três perguntas?

- Não costumo abrir esse precedente a ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar...

E o vagalume perguntou:

- Pertenço a sua cadeia alimentar?

- Não.

- Eu te fiz algum mal?

- Não.

- Então, por que você quer acabar comigo?

- "Porque Não Suporto Ver Você Brilhar"...


Moral da história: Na vida várias "serpentes" passam no nosso caminho, precisamos nunca deixá-las apagar nosso brilho!!!!
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sábado, 27 de março de 2010

As Três Árvores




Havia, no alto da montanha, três pequenas árvores que sonhavam com o que seriam depois de grandes...

A primeira, olhando as estrelas, disse:
- Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada.

A segunda olhou para o riacho e suspirou:
- Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas.

A terceira árvore olhou o vale e disse:
- Eu quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que, as pessoas ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus.

Muitos anos se passaram, e certo dia vieram três lenhadores e cortaram as três árvores, todas muito ansiosas em serem transformadas naquilo com que sonhavam.
Mas lenhadores não costumam ouvir e nem entender sonhos!
Que pena!

A primeira árvore acabou sendo transformada num cocho de animais, coberto de feno.

A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias.

E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em altas vigas e colocada de lado em um depósito.

E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes:
- Para que isso?

Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde havia mil melodias no ar, uma jovem mulher colocou seu neném recém-nascido naquele cocho de animais.

E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo!

A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o pequeno barco, o homem se levantou e disse: "PAZ"!

E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o rei dos céus e da terra.

Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo, sentiu-se horrível e cruel.


Mas logo no Domingo, o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade, e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de seu filho Jesus Cristo ao olharem para ela.

As árvores haviam tido sonhos...

Mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias do que haviam imaginado. Temos os nossos sonhos e nossos planos que, por vezes, não coincidem com os planos que Deus tem para nós; e, quase sempre, somos surpreendidos com a sua generosidade e misericórdia. É importante compreendermos que tudo vem de Deus, acreditarmos, termos fé, pois Ele sabe muito bem o que é melhor para cada um de nós...
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sábado, 6 de março de 2010

A Mulher e a Galinha

Uma mulher possuía uma galinha, que todos os dias sem falta, botava um ovo.

Ela então pensava consigo mesma, como poderia fazer para obter, ao invés de um, dois ovos por dia.

Assim, disposta a atingir seu objetivo, decidiu alimentar a galinha com uma porção de ração em dobro.

A partir daquele dia, a galinha tornou-se gorda e preguiçosa, e nunca mais botou nenhum ovo.

Autor: Esopo

Moral da História:
O Ganancioso, cedo ou tarde, acaba por se tornar vítima de sua própria ambição.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Uma Lenda do Polo Norte

Uma lenda do Polo Norte
Postado por Paulo Coelho em 01 de janeiro de 2010 às 01:02

Conta uma lenda esquimó que na aurora do mundo não havia qualquer diferença entre homens e animais: todas as criaturas viviam em harmonia sobre a face da Terra, e cada uma podia transformar-se na outra, a fim de entendê-la melhor. Os homens viravam peixes, os peixes viravam homens, e todos falavam a mesma língua.

“Nesta época”, continua a lenda, “as palavras eram mágicas, e o mundo espiritual distribuía fartamente suas bênçãos. Uma frase dita ao acaso podia ter estranhas consequências; bastava pronunciar um desejo que este se realizava”.

Foi então que todas as criaturas começaram a abusar deste poder. A confusão se instalou, e a sabedoria se perdeu.

“Mas a palavra continua mágica, e a sabedoria ainda concede o dom de fazer milagres a todos que a respeitam”, conclui a lenda.
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sábado, 2 de janeiro de 2010

Fábula: O Burro Juiz

"Disputava a gralha com o sabiá, afirmando que a sua voz valia a dele. Como as outras aves rissem daquela pretensão, a bulhenta matraca de penas, furiosa, disse:Nada de brincadeiras. Isto é uma questão muito séria, que deve ser decidida por um juiz. Canta o sabiá, canto eu, e a sentença do julgador decidirá quem é o melhor artista. Topam?

- Topamos! piaram as aves. Mas quem servirá de juiz?

Estavam a debater este ponto, quando zurrou um burro.- Nem de encomenda! exclamou a gralha. Está lá um juiz de primeiríssima para julgamento de música, pois nenhum animal possui maiores orelhas. Convidê-mo-lo. Aceitou o burro o juizado e veio postar-se no centro da roda.

- Vamos lá, comecem! ordenou ele.

O sabiá deu um pulinho, abriu o bico e cantou. Cantou como só cantam sabiás, garganteando os trinos mais melodiosos e límpidos. Uma pura maravilha, que deixou mergulhado em êxtase o auditório em peso.
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- Agora eu! disse a gralha, dando um passo à frente.E abrindo a bicanca matraqueou uma grita de romper os ouvidos aos próprios surdos.
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Terminada a justa, o meritíssimo juiz deu a sentença:

- Dou ganho de causa à excelentíssima senhora dona Gralha, porque canta muito mais forte que mestre sabiá."

Moral da História: Quem burro nasce, togado ou não, burro morre.